Desenvolvimento
Há uma infinidade de materiais de lentes de contato disponíveis no mercado, desde rígidos gás-permeáveis, com diversos níveis de permeabilidade e oxigênio, a gelatinosos com diferentes características e conteúdos de hidratação. Para cada tipo de material e desenho, dispõe-se de diferentes métodos de fabricação:
O torneamento é utilizado para a fabricação de lentes rígidas e gelatinosas. Neste processo parte-se de um "blank" ou botão do polímero desejado que, fixado em uma placa em tornos especiais de grande precisão, passa pro uma seqüência de diferentes operações de usinagem, que lhe conferem as curvas internas e externas (anteriores e posteriores) pré-calculadas, de acordo com a necessidade do produto.
No sistema de moldagem convencional, a única diferença é que a lente não é centrifugada, nem torneada, sendo utilizados dois moldes para dar-lhe a forma. Trata-se de uma ação mecânica de um molde superior e outro inferior. O monômero é inicialmente polimerizado através do calor. Em seguida, após a retirada do molde, a lente é polida e hidratada no final do processo.
Este processo é usado na fabricação de lentes gelatinosas esféricas. Na centrifugação, parte-se do polímero líquido, antes de curado. O polímero é derramado, em volumes muito bem controlados, em um molde rotativo que, de acordo com a viscosidade velocidade de rotação confere uma curvatura interna, que será a curva base das lentes.
Processo semelhante à moldagem convencional, tendo como diferencial o acréscimo de um diluente ao polímero, que não se agrega ao produto durante a polimerização - que é feita em estado frio, usando raios ultravioleta.
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